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Bezos x Musk: uma corrida espacial nova e emocionante
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Bezos x Musk: uma corrida espacial nova e emocionante

by adminnovembro 25, 2015



Nos últimos 15 anos, a Blue Origin de Jeff Bezos foi o grande mistério da indústria espacial.

A empresa de foguetes, fundada pelo CEO da Amazon.com, ganhou atenção por causa de seu apoiador super-rico e do incomum vídeo de lançamento de teste que empolgou os fãs de temas espaciais.

Em grande parte, porém, a Blue Origin tem evitado ser o centro das atenções e, francamente, não pareceu ter conseguido muita coisa se comparada aos seus pares — ou seja, a SpaceX, de Elon Musk.

Mas agora está bastante claro que a Blue Origin está pronta para ganhar os holofotes e que uma corrida espacial moderna e emocionante está a caminho.

Na segunda-feira, a Blue Origin enviou seu foguete New Shepard ao espaço e o trouxe de volta para a terra. A nave espacial pousou a apenas 1,3 metro de onde decolou, apesar dos ventos cruzados de 190 quilômetros por hora.

“Agora guardado com segurança no nosso local de lançamento no oeste do Texas está a mais rara das feras — um foguete usado”, disse Bezos em um comunicado. “A reutilização plena é uma virada de jogo e mal podemos esperar para abastecê-lo e colocá-lo para voar novamente”.

No momento, a Space Exploration Technologies de Musk é a fornecedora de baixo custo de lançamentos de foguetes, cobrando cerca de US$ 60 milhões por cada vez que coloca algo no espaço.

A esperança é que os foguetes reutilizáveis possam um dia trazer o preço para mais perto de US$ 6 milhões por lançamento, quando as empresas não estiverem descartando um equipamento tão caro após cada viagem.

Com esses preços a indústria espacial comercial mudaria para sempre, tornando as viagens espaciais pela primeira vez viáveis para turistas, pesquisadores e muitas empresas.

A proeza da Blue Origin vem com várias advertências. Primeiro, este foi apenas um teste. A Blue Origin ainda não completou um único lançamento de foguete para um cliente pagante.

Além disso, o veículo New Shepard está mais orientado ao turismo espacial, a levar pessoas aos limites do espaço, onde possam permanecer por alguns minutos sem peso antes de retornarem à terra.

O conhecimento de engenharia necessário para enviar um foguete a uma altura suficiente para colocar um satélite em órbita ou para levar suprimentos à Estação Espacial Internacional é muito maior. O mesmo vale para a física por trás da aterrissagem de um foguete desse tipo.

Foguetes maiores

A SpaceX, por sua vez, pousou foguetes muito maiores com sucesso de volta em uma plataforma de testes após voos breves.

A empresa também se aproximou bastante, em algumas ocasiões, de aterrissar seu foguete em uma balsa flutuante no oceano após o envio de cargas comerciais ao espaço. Mas a SpaceX não conseguiu executar um pouso bem-sucedido em um voo real antes do feito da Blue Origin.

A animosidade entre as duas empresas e seus fundadores continua aumentando.

No Twitter, Musk parabenizou Bezos brevemente e depois emitiu uma série de mensagens explicando que a missão da SpaceX é um projeto de engenharia mais difícil e que outros grupos já haviam pousado veículos após voos “suborbitais”.

Neste caso, chamar a Blue Origin de player “suborbital” é uma maneira de um físico dizer ao outro “sua engenharia é ruim, meu caro”.

Divergências de engenharia à parte, a SpaceX e a Blue Origin abriram o potencial para o incrível avanço na indústria espacial.

Os players aeroespaciais tradicionais não haviam mostrado quase nenhum interesse em buscar foguetes reutilizáveis antes de essas empresas novatas aparecerem.

Agora, todas as grandes provedoras de lançamentos iniciaram um projeto de pesquisa ou começaram a falar novamente em foguetes reutilizáveis, sabendo que poderão muito bem precisar de uma tecnologia como essa para continuarem competitivas.



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